Lucas Paquetá saiu do banco para empatar o jogo, o Rubro-Negro mostrou personalidade fora de casa e decidirá a vaga nas quartas da Libertadores diante da Nação

📸 Adriano Fontes / Flamengo
O Flamengo arrancou um empate importante contra o Cruzeiro, por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, no Mineirão, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Keny Arroyo abriu o placar para a equipe mineira no início do segundo tempo, mas Lucas Paquetá saiu do banco e deixou tudo igual poucos minutos depois. O resultado é ótimo para o Rubro-Negro: a decisão da vaga será no Maracanã, diante da torcida, e um novo empate leva a disputa para os pênaltis.
O Flamengo jogou muito bem dentro do contexto de um mata-mata fora de casa. Não foi uma partida perfeita, mas foi uma atuação competitiva, madura e com bons momentos de controle. O time de Leonardo Jardim teve mais posse de bola, finalizou mais, trocou mais passes e terminou com média Sofascore praticamente igual à do Cruzeiro, mesmo atuando como visitante em um Mineirão pressionado.

Dados: Sofascore
Os números ajudam a explicar a avaliação positiva. De acordo com a arte com dados do Sofascore, o Flamengo terminou com 53% de posse de bola, 15 finalizações, 1,15 de xG, 508 passes, 23 desarmes e 4 escanteios. O Cruzeiro teve 47% de posse, 11 chutes, 0,53 de xG, 434 passes, 12 desarmes e 2 escanteios. A média de notas também mostra equilíbrio: 7,32 para o Flamengo contra 7,31 do Cruzeiro. Ou seja: fora de casa, contra um adversário forte, o Rubro-Negro foi competitivo e produziu mais volume ofensivo.
Leonardo Jardim começou a partida com Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Gonzalo Plata, Samuel Lino e Bruno Henrique. A escolha por Bruno Henrique como referência ofensiva, deixando Pedro no banco, mostrou a intenção de ter mais mobilidade, velocidade e capacidade de pressão na saída de bola do Cruzeiro.
O primeiro tempo foi de intensidade e disputa. O Cruzeiro começou pressionando, empurrado pela torcida, e assustou em jogada pela direita com Keny Arroyo. O Flamengo, porém, conseguiu esfriar o jogo, colocar a bola no chão e equilibrar as ações. A melhor chance rubro-negra na etapa inicial veio com Bruno Henrique, que finalizou com perigo e quase abriu o placar.
A partida também teve polêmica. Aos 11 minutos, Matheus Henrique acertou Bruno Henrique com a sola da chuteira. O árbitro Yael Pérez deu apenas cartão amarelo, e o VAR não chamou para revisão. A decisão gerou reclamação rubro-negra e poderia ter mudado completamente o roteiro do jogo, já que o Cruzeiro poderia ter ficado com um jogador a menos ainda no primeiro tempo.
No início da segunda etapa, o Cruzeiro encontrou o gol em um lance individual de muita qualidade. Aos 8 minutos, Keny Arroyo recebeu pela direita, cortou para dentro e acertou um chute no ângulo, sem chance para Rossi. Foi um golaço, mas também um lance em que o Flamengo poderia ter feito a contenção com mais firmeza antes da finalização.
A resposta de Leonardo Jardim veio aos 20 minutos do segundo tempo. O treinador colocou Pedro e Lucas Paquetá nos lugares de Bruno Henrique e Arrascaeta. A mudança teve efeito imediato. Pedro deu mais presença de área, Paquetá aproximou o time do gol e o Flamengo passou a associar melhor no campo ofensivo.
Dois minutos depois, veio o empate. Pedro sofreu falta na intermediária. Na cobrança, Léo Ortiz cabeceou no travessão, e Lucas Paquetá apareceu bem posicionado para aproveitar o rebote e marcar o gol rubro-negro. O camisa 11 entrou ligado, decidiu em poucos minutos e mudou o peso emocional da partida.
A partir do empate, o Flamengo cresceu. Com Paquetá e Pedro, o time ganhou mais presença ofensiva e recuperou o controle de parte do jogo. Samuel Lino e Carrascal ainda participaram de boas ações pela esquerda, enquanto Varela entrou na reta final para reforçar o lado direito. O Cruzeiro também levou perigo, especialmente em bolas cruzadas e descidas rápidas, mas o Flamengo se manteve competitivo até o apito final.
Na entrevista coletiva, Leonardo Jardim tinha um roteiro claro para explicar o Flamengo: competir fora de casa, entender o ambiente do Mineirão e levar a decisão viva para o Maracanã. A resposta do campo sustentou essa leitura. O Rubro-Negro não se intimidou, teve personalidade para reagir depois do gol sofrido e mostrou força de elenco com as entradas decisivas de Paquetá e Pedro. O treinador já havia projetado o duelo contra o Cruzeiro como um confronto de alto nível e, depois do empate, sai com um resultado estratégico para decidir diante da torcida.
O resultado precisa ser tratado como ótimo. Empatar fora de casa em mata-mata de Libertadores, contra um adversário forte e em um estádio pesado, é um resultado que coloca o Flamengo em boas condições para avançar. Não há vantagem no placar, mas há vantagem de cenário: a volta será no Maracanã, no dia 19 de agosto, às 21h30.
Base: dados e padrão Sofascore, com avaliação editorial a partir da atuação individual e das estatísticas da partida.
Rossi — 6,5
Não teve culpa no golaço de Keny Arroyo. Foi seguro em bolas cruzadas e manteve concentração em um jogo de pressão no Mineirão.
Emerson Royal — 6,5
Teve trabalho pelo lado direito, especialmente nas ações de Arroyo. Alternou bons momentos defensivos com dificuldade em algumas coberturas, mas competiu bem.
Léo Ortiz — 7,5
Um dos melhores do Flamengo. Foi firme defensivamente e ainda participou diretamente do gol rubro-negro ao cabecear no travessão antes do rebote de Paquetá.
Léo Pereira — 7,0
Atuação segura. Ganhou duelos importantes, ajudou na saída de bola e manteve boa leitura defensiva diante de um ataque móvel do Cruzeiro.
Ayrton Lucas — 7,0
Fez partida muito competitiva. Teve momentos importantes de cobertura e conseguiu segurar jogadas perigosas pelo lado esquerdo.
Erick Pulgar — 7,0
Deu sustentação ao meio-campo, marcou bem e ajudou o Flamengo a equilibrar o jogo em um setor muito disputado.
Jorginho — 6,8
Teve boa participação na circulação de bola e ajudou o Flamengo a ter mais controle em alguns momentos. Foi importante para esfriar o jogo quando o Cruzeiro pressionava.
Arrascaeta — 6,5
Buscou organizar o time entre linhas, mas não conseguiu ser tão decisivo. Saiu no segundo tempo para a entrada de Paquetá.
Gonzalo Plata — 6,5
Fez jogo de muita entrega, mas pouca inspiração ofensiva. Ajudou na recomposição e saiu na reta final para Varela.
Samuel Lino — 6,8
Tentou acelerar pela esquerda, buscou o um contra um e participou da pressão ofensiva. Também teve dificuldade no lance do gol de Arroyo, quando o atacante cruzeirense cortou para finalizar.
Bruno Henrique — 7,0
Começou como centroavante e foi importante pela mobilidade. Teve a melhor chance do Flamengo no primeiro tempo e sofreu a entrada forte de Matheus Henrique.
Lucas Paquetá — 7,8
Entrou e decidiu. Marcou o gol de empate, mudou o ambiente do jogo e deu mais presença ofensiva ao Flamengo. Foi o principal nome rubro-negro na etapa final.
Pedro — 7,2
Entrou muito bem. Sofreu a falta que originou o gol de empate e deu mais peso ao ataque. Sua presença mudou a forma como o Flamengo ocupou a área.
Jorge Carrascal — 6,5
Entrou no lugar de Samuel Lino e tentou dar mais condução e criatividade pela esquerda. Participou de boas transições.
Varela — sem nota
Entrou na reta final no lugar de Plata e teve pouco tempo para avaliação.
Lucas Paquetá foi o destaque rubro-negro. Saiu do banco, apareceu no lugar certo e marcou o gol que deixa o Flamengo em ótima condição para decidir a vaga no Maracanã.
O Flamengo teve personalidade. Mesmo saindo atrás fora de casa, não se desesperou, reagiu rápido e mostrou força de elenco. As entradas de Paquetá e Pedro mudaram a partida e deram ao time um novo patamar ofensivo.
O Flamengo precisa começar o jogo da volta com mais presença no último terço. O time competiu bem, mas ainda teve momentos em que ficou longe da área adversária e permitiu que o Cruzeiro crescesse em velocidade.
O empate por 1 a 1 com o Cruzeiro foi um ótimo resultado para o Flamengo. O time jogou bem, teve bons números, resistiu ao ambiente do Mineirão e mostrou poder de reação depois de sofrer um golaço. Em mata-mata de Libertadores, sobreviver fora de casa e levar a decisão para o Maracanã é um cenário muito favorável.
Agora, a vaga será decidida diante da Nação. O Flamengo não tem vantagem no placar, mas tem o Maracanã, tem elenco, tem Paquetá em crescimento e mostrou que pode competir em alto nível contra o Cruzeiro. Para avançar, precisará transformar a boa atuação de Belo Horizonte em vitória no Rio.
🔴⚫ FLAMENGO EMPATA COM O CRUZEIRO E DECIDE NO MARACANÃ! | Resenha com Baesso