Flamengo cala o Del Valle na altitude, vence por 2 a 0 e abre grande vantagem na Libertadores

Bruno Henrique e Léo Pereira marcam em Quito, Rubro-Negro mostra maturidade fora de casa e decide vaga na semifinal diante da Nação

📸 Gilvan de Souza/ Flamengo

O Flamengo deu um passo enorme rumo à semifinal da Libertadores 2026. Na noite desta quinta-feira, 10 de setembro, o Rubro-Negro venceu o Independiente del Valle por 2 a 0, no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, no jogo de ida das quartas de final, e abriu uma ótima vantagem para decidir a vaga no Maracanã. Bruno Henrique abriu o placar aos 15 minutos do segundo tempo, e Léo Pereira ampliou aos 29, deixando o time de Leonardo Jardim em situação muito favorável no confronto.

Foi uma vitória com cara de time grande. O Flamengo sofreu em alguns momentos, especialmente no primeiro tempo, quando o Del Valle teve mais posse de bola e encontrou espaços para pressionar. Mas o Rubro-Negro foi competitivo, soube resistir à altitude de Quito e, quando teve oportunidade, foi cirúrgico. Em mata-mata de Libertadores, isso vale muito.

O resultado é excelente. O Flamengo volta para o Rio podendo até perder por um gol de diferença no jogo de volta para se classificar. Se o Del Valle vencer por dois gols, a decisão irá para os pênaltis. A volta será no Maracanã, na quinta-feira, 17 de setembro, às 21h30.

Leonardo Jardim mandou a campo uma equipe com Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar e Jorginho; Carrascal, Arrascaeta e Samuel Lino; Bruno Henrique. Pedro começou no banco, e a escolha por Bruno Henrique como referência ofensiva mostrou a intenção do treinador de ter mais velocidade, profundidade e ataque ao espaço contra a linha defensiva equatoriana.

O primeiro tempo foi complicado. O Flamengo teve dificuldade para construir jogadas, não conseguiu finalizar no alvo e viu o Independiente del Valle controlar boa parte da posse. O time equatoriano rondou a área, tentou acelerar pelos lados e teve a melhor chance da etapa inicial com Carlos González, que acertou a trave. Foi o lance que mais assustou Rossi e mostrou que a partida exigiria concentração máxima.

Mesmo sem jogar bem ofensivamente nos primeiros 45 minutos, o Flamengo teve mérito na resistência. A equipe não se desesperou, evitou se expor demais e conseguiu levar o jogo para o intervalo sem sofrer gol. Em uma partida de altitude, contra um adversário acostumado ao ambiente e forte dentro de casa, sobreviver ao primeiro tempo já era parte importante do plano.

Arte com estatísticas da partida — dados do Sofascore

Os números mostram um jogo curioso: o Del Valle teve mais posse e mais finalizações, mas o Flamengo foi muito mais eficiente. De acordo com a arte com dados do Sofascore, o time equatoriano terminou com 63% de posse de bola, 18 finalizações, 10 escanteios e 544 passes. O Flamengo teve 37% de posse, apenas 4 chutes, 332 passes, mas criou 2 grandes chances, marcou 2 gols, teve 3 defesas do goleiro e terminou com média de rating 6,99, superior aos 6,65 do Del Valle. Foi uma vitória de eficiência, concentração e aproveitamento.

No segundo tempo, o Flamengo voltou mais ajustado. A equipe passou a ocupar melhor os espaços, melhorou a pressão nas saídas e encontrou mais campo para acelerar. Aos 15 minutos, veio o primeiro golpe. Samuel Lino recebeu pelo lado, cruzou com precisão, e Bruno Henrique apareceu para completar para o gol. Um lance típico de Libertadores: poucos espaços, execução perfeita e frieza para abrir vantagem fora de casa.

O gol mudou o jogo. O Del Valle sentiu, o Flamengo ganhou confiança, e Leonardo Jardim passou a ter a partida no cenário que queria: adversário obrigado a se abrir, Rubro-Negro mais confortável para defender e contra-atacar. A vantagem poderia ser administrada, mas o Flamengo quis mais.

Aos 29 minutos, veio o segundo. Emerson Royal cruzou na área, Léo Pereira subiu mais alto e cabeceou para ampliar. O zagueiro, que já vive boa temporada, apareceu em um momento decisivo e colocou o Flamengo em condição excelente no mata-mata. Foi um gol com peso enorme: fora de casa, na altitude e contra um adversário que precisava construir vantagem em seus domínios.

Gonzalo Plata também teve participação importante na etapa final. Reintegrado ao elenco após a transferência frustrada para o Dínamo de Moscou, o equatoriano entrou no segundo tempo e participou da construção do segundo gol rubro-negro. Antes da partida, Leonardo Jardim já havia indicado que Plata poderia ser uma solução para essa sequência decisiva, desde que estivesse em boas condições físicas.

Na coletiva anterior ao duelo, Jardim havia pregado cautela e foco. Depois da vitória sobre o Remo, o treinador projetou o confronto contra o Del Valle como um duelo equilibrado entre duas boas equipes e reforçou que o Flamengo iria ao Equador com objetivo de vencer. A resposta em campo confirmou a postura: o Rubro-Negro respeitou o adversário, mas não jogou pelo empate.

Até o fechamento desta matéria, não havia transcrição pública completa da coletiva pós-jogo de Leonardo Jardim após Independiente del Valle 0 x 2 Flamengo disponível nas fontes abertas consultadas. Por isso, a análise usa o contexto das declarações anteriores do treinador sobre o confronto e a leitura técnica da partida, sem atribuir falas não confirmadas.

A vitória também reforça o momento do Flamengo. O time chega embalado pela liderança do Campeonato Brasileiro e mostra força também no continente. A sequência é pesada, com Brasileirão e Libertadores, mas o elenco tem respondido. Jardim já havia defendido que o Flamengo não pode ser resumido a 11 jogadores e que a gestão do grupo seria decisiva nesta maratona.

Agora, o Flamengo terá o Maracanã para confirmar a classificação. A vantagem é grande, mas não permite relaxamento. O Del Valle é perigoso, sabe jogar mata-mata e já mostrou capacidade de incomodar. Ainda assim, o cenário é muito favorável ao Rubro-Negro: dois gols de vantagem, decisão em casa e um time cada vez mais confiante.

Notas dos jogadores do Flamengo

Base: dados do Sofascore, estatísticas da partida e avaliação editorial em padrão Sofascore. A arte registra média coletiva 6,99 para o Flamengo; as notas individuais completas não aparecem no texto público consultado.

Titulares

Rossi — 7,2
Foi importante para manter o Flamengo vivo no primeiro tempo. Contou com a trave em finalização de Carlos González, mas também mostrou segurança nas bolas que chegaram. Saiu de campo sem sofrer gols em Quito.

Emerson Royal — 7,3
Fez partida competitiva e teve participação direta no segundo gol, com cruzamento para Léo Pereira. Defensivamente, teve trabalho, mas sustentou bem o lado direito.

Léo Ortiz — 7,0
Seguro na maior parte da partida. Fez cortes importantes, manteve boa concentração e ajudou o Flamengo a resistir aos momentos de pressão do Del Valle.

Léo Pereira — 8,0
Grande atuação. Marcou o segundo gol, foi firme na defesa e mostrou força na bola aérea. Decisivo nas duas áreas.

Ayrton Lucas — 6,8
Teve bastante trabalho defensivo pelo lado esquerdo, principalmente no primeiro tempo. No apoio, apareceu menos, mas cumpriu função importante na recomposição.

Erick Pulgar — 7,0
Recebeu cartão amarelo, mas foi importante na proteção da defesa. Fez jogo de muita entrega, fechando espaços e ajudando o Flamengo a competir no meio-campo.

Jorginho — 6,8
Teve dificuldade no início pela pressão equatoriana, mas melhorou no segundo tempo. Ajudou a organizar melhor a equipe depois do intervalo.

Carrascal — 6,5
Buscou conduções e tentou acelerar quando recebeu entre linhas, mas teve pouco espaço para criar. Saiu no segundo tempo para a entrada de Plata.

Arrascaeta — 6,7
Não teve o mesmo brilho ofensivo de outros jogos, mas ajudou na circulação e na ocupação dos espaços. Saiu para Lucas Paquetá.

Samuel Lino — 7,6
Mais uma vez decisivo. Deu a assistência para o gol de Bruno Henrique e foi uma das principais válvulas de escape do Flamengo. Mesmo com pouca posse, foi eficiente.

Bruno Henrique — 7,8
Abriu o placar e justificou a escolha de Leonardo Jardim. Atacou o espaço, incomodou a defesa e apareceu no momento certo para marcar.

Jogadores que entraram

Gonzalo Plata — 6,8
Entrou no segundo tempo e participou da construção do segundo gol. Boa resposta após o período de indefinição fora de campo.

Lucas Paquetá — 6,6
Entrou para dar mais força física e controle ao meio. Ajudou o Flamengo a segurar a vantagem e competir na reta final.

Pedro — 6,4
Entrou no lugar de Bruno Henrique. Teve pouco tempo e poucas chances, mas ajudou a prender a bola e ocupar a defesa.

Varela — 6,3
Entrou para reforçar o lado esquerdo na reta final. Participou mais da recomposição do que do ataque.

Destaque do jogo

Bruno Henrique e Léo Pereira foram os grandes personagens da vitória. O atacante abriu o caminho com oportunismo, e o zagueiro ampliou com força na bola aérea. Samuel Lino também merece destaque pela assistência e pela eficiência em uma partida de poucas chances rubro-negras.

Ponto positivo

O Flamengo foi eficiente e maduro. Mesmo com menos posse de bola e menos finalizações, soube sofrer, esperou o momento certo e foi letal no segundo tempo. Em Libertadores, vencer fora de casa por 2 a 0 é resultado de time grande.

Ponto de atenção

O primeiro tempo ofensivo foi fraco. O Flamengo não finalizou no alvo e teve dificuldade para sair da pressão do Del Valle. A vantagem é ótima, mas o jogo da volta exige concentração para evitar sustos no Maracanã.

Conclusão

O Flamengo venceu o Independiente del Valle por 2 a 0 em Quito e abriu uma excelente vantagem nas quartas de final da Libertadores 2026. O time de Leonardo Jardim superou altitude, pressão e um primeiro tempo difícil para decidir a partida com eficiência na etapa final.

A classificação ainda não está garantida, mas está muito bem encaminhada. O Flamengo decide no Maracanã, diante da Nação, podendo administrar uma vantagem importante. Em uma noite de Bruno Henrique, Léo Pereira e Samuel Lino, o Rubro-Negro mostrou maturidade continental e deu mais um passo em busca da Glória Eterna.

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🔴⚫ FLAMENGO CALA O DEL VALLE E ABRE VANTAGEM NA LIBERTADORES! | Resenha com Baesso no YouTube: