Flamengo perde de virada para o Cruzeiro no último lance e vê pressão aumentar no Brasileirão

Pedro abriu o placar, mas o Rubro-Negro caiu muito no segundo tempo, sofreu a virada no Mineirão e deixou escapar uma chance enorme de pressionar o Palmeiras

📸 Adriano Fontes / Flamengo

O Flamengo sofreu uma derrota péssima no Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, 22 de agosto de 2026, o Rubro-Negro perdeu de virada para o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pela 24ª rodada, e deixou escapar uma oportunidade enorme de assumir provisoriamente a liderança da competição. Pedro abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas Keny Arroyo empatou na etapa final, e Matheus Pereira marcou o gol da vitória cruzeirense no último lance da partida.

O resultado é péssimo pelo contexto. O Flamengo vinha embalado pela classificação sobre o próprio Cruzeiro na Libertadores, tinha a chance de dormir na liderança do Brasileirão e pressionar o Palmeiras, mas saiu de Belo Horizonte com uma derrota que pode custar caro. O time segue com 45 pontos, três atrás do líder Palmeiras, que ainda joga neste domingo contra o Vasco, no Nubank Parque.

E é justamente aí que o prejuízo ganha tamanho maior. O Palmeiras entra em campo contra o Vasco sabendo exatamente o tamanho da chance que recebeu. No ambiente rubro-negro, a expectativa pessimista é aquela que o torcedor já conhece: o medo de o Vasco não oferecer a resistência que se espera diante do líder. Se o Palmeiras vencer, a diferença pode voltar a seis pontos. Para quem briga pelo título, tropeçar antes de um jogo desses é imperdoável.

O Flamengo até começou bem. Leonardo Jardim escalou uma equipe ofensiva, com Lucas Paquetá no lugar de Jorginho no meio-campo, ao lado de Pulgar e Arrascaeta. A ideia era ter mais presença técnica, mobilidade e chegada ao ataque. No primeiro tempo, funcionou. O Rubro-Negro controlou boa parte das ações, teve mais posse, rodou a bola e encontrou espaços para incomodar o Cruzeiro.

A superioridade inicial virou gol aos 21 minutos. Pedro recebeu na área e finalizou para colocar o Flamengo em vantagem. O camisa 9, que vive grande fase, voltou a mostrar faro de gol e colocou o Rubro-Negro em condição favorável no Mineirão. Com o placar aberto, o Flamengo parecia ter o jogo no caminho ideal: vantagem fora de casa, adversário pressionado e possibilidade de administrar a partida com inteligência.

Mas o Flamengo não matou o jogo. E esse foi o grande problema. O time teve chances, teve volume, teve posse e teve controle em alguns momentos, mas voltou a pecar na eficiência. Depois da partida, Leonardo Jardim foi direto na coletiva: cobrou mais efetividade dos jogadores e afirmou que a equipe precisava transformar o bom primeiro tempo em vantagem maior. A análise do treinador bate com o que se viu em campo: o Flamengo teve oportunidade para encaminhar a vitória e não fez.

Arte com estatísticas da partida — dados do Sofascore

Os números ajudam a explicar a frustração. De acordo com a arte com dados do Sofascore, o Flamengo teve 52% de posse de bola, 1,24 de xG, 2 grandes chances, 14 finalizações, 4 defesas do goleiro adversário, 562 passes e média de rating 7,06. O Cruzeiro teve 48% de posse, 1,09 de xG, 0 grandes chances, mas finalizou 24 vezes e terminou com média 7,66. O resumo é duro: o Flamengo teve mais bola e mais qualidade na construção, mas o Cruzeiro foi mais agressivo e muito mais eficiente.

No segundo tempo, o cenário mudou. O Cruzeiro voltou mais intenso, empurrou o Flamengo para trás e passou a criar volume. Aos 9 minutos, Keny Arroyo marcou um golaço, repetindo o tipo de jogada que já havia machucado o Flamengo em confrontos recentes: corte para dentro, espaço para finalizar e bola no fundo da rede. O empate mudou o emocional da partida.

O Flamengo sentiu. A equipe perdeu controle, ficou espaçada e passou a viver de lampejos. Leonardo Jardim mexeu no time, tentou recuperar fôlego e organização, mas o Cruzeiro passou a dominar o ritmo da etapa final.

A derrota veio da forma mais cruel possível. Aos 49 minutos do segundo tempo, em bola levantada na área, Villalba ajeitou, Matheus Pereira finalizou e marcou o gol da virada. O lance no último suspiro escancarou um Flamengo que não conseguiu competir até o fim com a concentração exigida por uma disputa de título.

Na coletiva, Leonardo Jardim tentou relativizar a queda de rendimento na segunda etapa, afirmando que a derrota tem o mesmo peso independentemente do momento em que acontece, mas também reconheceu a falta de eficiência como ponto central. O treinador cobrou melhor aproveitamento das chances e viu o Flamengo desperdiçar a possibilidade de dormir na liderança.

A crítica precisa ser forte porque o contexto exige. O Flamengo não pode tratar essa derrota como um acidente qualquer. O time saiu na frente, tinha superioridade técnica, vinha de uma classificação continental sobre o mesmo adversário e sabia que o Palmeiras só jogaria no dia seguinte. Mesmo assim, permitiu a virada, caiu muito no segundo tempo e saiu do Mineirão com um resultado péssimo.

Agora, o Rubro-Negro terá de secar o Palmeiras contra o Vasco e torcer por um tropeço do líder. O problema é que depender dos outros nunca pode ser o plano de quem quer ser campeão. O Flamengo colocou o rival em posição confortável e transferiu para o jogo de domingo uma pressão que poderia estar do outro lado.

Notas dos jogadores do Flamengo

Base: dados do Sofascore, estatísticas da partida e avaliação editorial em padrão Sofascore. A arte registra média coletiva 7,06 para o Flamengo; as notas individuais completas não aparecem no texto público consultado.

Titulares

Rossi — 6,5
Fez quatro defesas, segundo a arte do Sofascore, e evitou prejuízo maior em alguns momentos. Não teve culpa direta nos gols, mas sofreu dois em uma etapa final de muita pressão do Cruzeiro.

Varela — 6,0
Teve dificuldades quando o Cruzeiro acelerou pelo lado. No primeiro tempo, conseguiu apoiar melhor, mas caiu junto com o time na etapa final.

Léo Ortiz — 6,4
Fez cortes importantes, mas sofreu com o volume cruzeirense no segundo tempo. Teve trabalho constante em bolas levantadas e transições.

Léo Pereira — 6,2
Começou bem, mas perdeu segurança quando o Cruzeiro passou a pressionar. A defesa inteira falhou em concentração na reta final.

Ayrton Lucas — 5,8
Tentou dar profundidade pela esquerda, mas teve dificuldades defensivas. O Flamengo sofreu quando o Cruzeiro passou a explorar os lados.

Erick Pulgar — 6,5
Foi importante no primeiro tempo, ajudando na marcação e na circulação. Depois, perdeu influência quando o meio-campo do Flamengo foi engolido.

Lucas Paquetá — 6,4
Começou com boa participação e deu mais técnica ao meio, mas não conseguiu sustentar o nível no segundo tempo. Faltou aparecer mais quando o jogo ficou pesado.

Arrascaeta — 6,3
Teve lampejos de qualidade, mas não conseguiu decidir. Quando o Flamengo precisou controlar a bola e esfriar o Cruzeiro, apareceu menos do que deveria.

Gonzalo Plata — 6,0
Teve entrega tática, mas pouca efetividade no ataque. Produziu pouco no último terço.

Samuel Lino — 5,8
Muito marcado e pouco decisivo. Teve dificuldade no confronto individual e não repetiu as atuações recentes em que foi protagonista.

Pedro — 7,3
Fez o gol do Flamengo e segue decisivo. Ainda assim, ficou mais isolado no segundo tempo e sofreu com a queda coletiva da equipe.

Jogadores que entraram

Bruno Henrique — 5,8
Entrou para dar velocidade, mas pouco conseguiu produzir. Recebeu cartão amarelo.

Carrascal — 6,0
Tentou conduzir e acelerar, mas entrou em um momento em que o Flamengo já tinha perdido controle do jogo.

Jorginho — 5,8
Entrou para organizar o meio, mas não conseguiu mudar o cenário. O Flamengo continuou cedendo espaços.

Evertton Araújo — 5,7
Ajudou na recomposição, mas pouco acrescentou com a bola.

Emerson Royal — sem nota
Pouco tempo em campo para avaliação consistente.

Destaque do Flamengo

Pedro foi o destaque rubro-negro. Marcou o gol, mostrou presença de área e confirmou que vive fase decisiva. O problema é que, desta vez, o gol do camisa 9 não foi suficiente para esconder a queda coletiva do Flamengo.

Ponto positivo

O primeiro tempo foi bom. O Flamengo teve controle, construiu vantagem e mostrou que poderia vencer no Mineirão. A atuação inicial indicava maturidade, mas o time não sustentou o desempenho.

Ponto negativo

O segundo tempo foi muito ruim. O Flamengo caiu de intensidade, permitiu 24 finalizações do Cruzeiro no total da partida, sofreu o empate cedo e levou a virada no último lance. Para quem briga por título, isso é inaceitável.

Conclusão

A derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro é péssima para o Flamengo. Não apenas pelo placar, mas pelo contexto. O Rubro-Negro poderia dormir na liderança, pressionar o Palmeiras e transformar a rodada em um recado forte na briga pelo Brasileirão. Em vez disso, saiu derrotado de virada e colocou o rival em posição confortável.

Agora, resta torcer por tropeço do Palmeiras contra o Vasco. Mas o Flamengo precisa olhar primeiro para si. Se quer ser campeão, não pode abrir mão de jogos como esse. Não pode fazer um bom primeiro tempo e desaparecer no segundo. Não pode deixar escapar pontos no último lance.

A briga pelo título continua, mas a pressão aumentou. E aumentou com razão.

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🔴⚫ FLAMENGO PERDE PARA O CRUZEIRO E VÊ PRESSÃO AUMENTAR! | Resenha com Baesso no YouTube: