Samuel Lino e Bruno Henrique marcaram para o Rubro-Negro no empate por 2 a 2 contra os argentinos; duelo serviu como teste importante na intertemporada em Portugal

📸 Gilvan de Souza / Flamengo
O Flamengo empatou em 2 a 2 com o River Plate, nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, no Estádio Algarve, em Portugal, em amistoso válido pela preparação rubro-negra durante a intertemporada. O confronto marcou o reencontro entre os clubes depois da final histórica da Libertadores de 2019 e serviu como teste de ritmo, intensidade e observação para Leonardo Jardim.
O Rubro-Negro começou a partida com Rossi; Emerson Royal, Vitão, João Victor e Ayrton Lucas; Erick Pulgar e Jorginho; Luiz Araújo, Samuel Lino e Bruno Henrique; Pedro.
A partida começou com um erro que custou caro. Logo aos 8 minutos, Jorginho falhou na saída de bola, Driussi aproveitou e abriu o placar para o River Plate. O Flamengo sentiu o golpe nos primeiros minutos, mas depois passou a controlar melhor a posse, ocupar o campo ofensivo e criar chances pelos lados.
A resposta veio aos 30 minutos. Jorginho se redimiu parcialmente ao participar da jogada que terminou no gol de Samuel Lino, que finalizou para empatar a partida. Pouco depois, aos 33, Samuel Lino voltou a aparecer bem e deu assistência para Bruno Henrique, que marcou o gol da virada rubro-negra.
Quando o Flamengo parecia ter colocado o jogo sob controle, o River Plate voltou a aproveitar uma desatenção defensiva. Aos 38 minutos, Driussi apareceu novamente e fez o segundo gol argentino, deixando tudo igual ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, Leonardo Jardim mudou bastante a equipe. Entraram Everton Cebolinha, Wallace Yan, Evertton Araújo, Saúl Ñíguez, Daniel Sales, Andrew, Joshua e Lorran. Com as alterações, o Flamengo perdeu parte do entrosamento, mas manteve momentos de velocidade e intensidade, principalmente com Wallace Yan e Daniel Sales pelos lados.
O empate deixa duas leituras para o Flamengo. A primeira é positiva: o time mostrou capacidade de reação, virou a partida e teve boas participações individuais, especialmente de Samuel Lino e Bruno Henrique. A segunda serve de alerta: as falhas de concentração e saída de bola voltaram a aparecer e foram determinantes para o resultado.
Em amistoso, o placar não é o mais importante. Mas o desempenho ajuda a comissão técnica a avaliar o elenco, testar alternativas e observar jovens em um cenário de exigência internacional.
Agustín Rossi — 6,5
Não teve culpa direta nos gols. Fez boa defesa no segundo tempo e mostrou segurança quando exigido.
Emerson Royal — 6,0
Apareceu no apoio e tentou dar profundidade pelo lado direito. Alternou bons momentos ofensivos com dificuldades na recomposição.
Vitão — 6,0
Atuação segura em alguns cortes, mas a defesa sofreu nos momentos em que o River acelerou pelo chão.
João Victor — 6,0
Fez uma partida regular. Procurou simplificar na saída e teve trabalho diante da movimentação ofensiva argentina.
Ayrton Lucas — 6,5
Participativo pelo lado esquerdo, deu opção de apoio e ajudou o Flamengo a construir jogadas ofensivas.
Erick Pulgar — 5,5
Recebeu cartão amarelo e teve atuação irregular. Teve dificuldades em alguns momentos de transição defensiva.
Jorginho — 5,5
Errou no lance do primeiro gol do River, mas depois participou da jogada do gol de empate de Samuel Lino. Atuação de altos e baixos.
Luiz Araújo — 5,5
Tentou se movimentar entre linhas, mas teve pouca efetividade nas decisões finais.
Samuel Lino — 7,5
O melhor jogador do Flamengo na partida. Marcou o gol de empate, deu assistência para Bruno Henrique e foi a principal válvula ofensiva do Rubro-Negro.
Bruno Henrique — 7,0
Marcou o gol da virada e mostrou poder de decisão. Também levou perigo em jogadas de presença na área.
Pedro — 6,0
Participou da construção ofensiva e buscou finalizar quando recebeu em boas condições, mas teve atuação mais discreta.
Everton Cebolinha — 6,0
Entrou no lugar de Pedro e tentou dar mobilidade ao ataque. Participou de jogadas pelo lado e buscou o drible.
Wallace Yan — 6,5
Entrou com personalidade. Foi participativo, acelerou jogadas e conseguiu incomodar a defesa do River Plate.
Evertton Araújo — 6,0
Substituiu Bruno Henrique e ajudou a dar fôlego ao meio-campo. Teve atuação correta, sem grande destaque ofensivo.
Saúl Ñíguez — 6,0
Entrou no lugar de Emerson Royal e deu mais presença física. Ainda demonstrou estar em processo de adaptação ao funcionamento da equipe.
Daniel Sales — 6,5
Entrou bem, apareceu pela direita e criou boa jogada no segundo tempo ao chegar à linha de fundo e tocar para trás.
Andrew — 6,0
Substituiu Rossi e teve pouco trabalho. Quando exigido, procurou atuar com segurança.
Joshua — 6,0
Entrou no lugar de Samuel Lino. Teve menos protagonismo que o titular, mas ajudou na recomposição e tentou participar da construção.
Lorran — 6,0
Entrou na reta final no lugar de Pulgar. Participou pouco pelo tempo em campo, mas mostrou disposição para se apresentar e circular a bola.
Samuel Lino foi o principal nome rubro-negro. Além do gol, deu assistência para Bruno Henrique e foi o jogador mais decisivo do Flamengo enquanto esteve em campo.
O Flamengo teve reação. Mesmo saindo atrás logo cedo, conseguiu empatar e virar rapidamente, mostrando força ofensiva e capacidade de resposta.
As falhas individuais e os espaços defensivos voltaram a pesar. Em jogos oficiais, erros como os cometidos contra o River Plate podem custar muito mais caro.
O empate em 2 a 2 contra o River Plate foi um bom teste para o Flamengo na intertemporada. O resultado não preocupa tanto quanto os ajustes que precisam ser feitos. Samuel Lino e Bruno Henrique deram boas respostas, os jovens ganharam minutos, mas Leonardo Jardim ainda terá trabalho para corrigir a defesa e melhorar a tomada de decisão na saída de bola.
Observação: as notas acima são uma avaliação editorial baseada no desempenho e nos lances do jogo, usando como referência o registro da partida no Sofascore e o minuto a minuto da partida.
Porque nós somos o Flamengo!
SRN 👊🏻❤️🖤